O Meio Siclo
Deus dá a Moshé uma série de instruções finais antes que o Santuário possa ser construído. Cada pessoa contada num censo deve dar meio siclo, ricos e pobres dando exatamente o mesmo, como lembrança de que cada alma conta igualmente diante de Deus. Deus também ordena uma bacia de cobre onde os sacerdotes purificarão as mãos e os pés, um óleo especial para ungir o Santuário e os seus utensílios, e um incenso perfumado reservado para uso sagrado. Por fim, Deus nomeia os mestres artesãos, Betsalel (Bezalel) da tribo de Judá e Oholiav (Aoliabe) da tribo de Dan, enchendo-os de sabedoria e perícia para executar toda a obra sagrada.
O Shabat e as Tábuas
Antes de Moshé descer, Deus estabelece o Shabat como sinal eterno do laço entre Deus e Israel, ensinando que até o sagrado trabalho de erguer o Santuário deve cessar no sétimo dia. O descanso, não a construção, é o mais verdadeiro testemunho de que Deus é o Criador. Deus então dá a Moshé as duas tábuas de pedra, inscritas pelo dedo de Deus, e Moshé se prepara para voltar ao povo. O cenário está pronto para que a aliança seja levada monte abaixo.
O Bezerro de Ouro
Lá embaixo, o povo fica ansioso quando Moshé não retorna no momento em que o esperam. Reúnem-se em torno de Aharon (Arão) e exigem um deus tangível para conduzi-los, e Aharon recolhe o ouro deles e o molda num bezerro. O povo o declara o seu deus e celebra diante dele com oferendas e festança. Em um único instante insensato, a nação que esteve no Sinai se afasta do Deus que a libertou.
As Tábuas Despedaçadas
Deus conta a Moshé o que se passa lá embaixo e ameaça destruir o povo, mas Moshé intercede por eles, invocando as promessas de Deus aos patriarcas. Ao descer o monte e ver com os próprios olhos o bezerro e a dança, Moshé lança ao chão as tábuas, e elas se despedaçam ao pé do monte. Ele mói o bezerro até virar pó, confronta Aharon e conclama os que são fiéis a Deus; os levitas se juntam a ele e um pesado ajuste de contas recai sobre o acampamento. Moshé então sobe de novo para buscar perdão, oferecendo a própria vida pelo povo em vez de deixar que sejam apagados.
Buscando a Presença de Deus
No rescaldo, Deus diz que um anjo conduzirá Israel adiante, mas que Ele mesmo não subirá em meio a um povo tão obstinado, e a nação pranteia. Moshé arma uma tenda fora do acampamento, onde fala com Deus face a face, como uma pessoa fala com um amigo, e se recusa a avançar a menos que a própria presença de Deus vá com eles. Encorajado, Moshé pede para contemplar a glória de Deus. Deus responde que nenhum ser humano pode ver o Seu rosto e viver, mas promete deixar a Sua bondade passar enquanto abriga Moshé na fenda de uma rocha.
As Segundas Tábuas
Moshé talha duas novas tábuas e sobe ao monte mais uma vez. Ali Deus passa diante dele e proclama os Treze Atributos de Misericórdia, revelando-Se como compassivo e clemente, tardio em irar-se e transbordante de bondade e verdade. Comovido, Moshé se inclina profundamente e implora a Deus que perdoe o povo e o tome de volta como Seu, e Deus renova a aliança e reafirma os seus mandamentos centrais. Moshé permanece no monte quarenta dias, e, quando desce com as tábuas, o seu rosto resplandece com raios de luz, de modo que usa um véu entre o povo sempre que não está falando com Deus.
